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Dilma pede paz em protestos

FONTE: BAND.COM.BR

Para a presidente, manifestações são boas para o país, mas só quando não há violência
 
Em declaração sobre protestos, Dilma relembra morte de Santiago / Reprodução/Jornal da Band
Em declaração sobre protestos, Dilma relembra morte de Santiago
Reprodução/Jornal da Band

Da Redação
 noticias@band.com.br

A presidente Dilma Rousseff fez uma declaração nesta quinta-feira sobre a manifestação marcada para o domingo (15), em que parte dos brasileiros pedirá seu impeachment. A chefe de Estado disse que é preciso ver protestos no Brasil com “absoluta tranquilidade”.

Mas o que não é tolerável, segundo a presidente, é a violência: “Todas as pessoas têm direito a se manifestar e criticar quem quer que seja. Só tem uma coisa que nenhum de nós pode aceitar: a violência contra pessoas ou contra patrimônio de quem quer que seja. Público ou privado”. 

Dilma então relembrou a morte do cinegrafista da Band, Santiago Ilídio Andrade, morto durante uma manifestação no Rio de Janeiro em fevereiro do ano passado, quando foi atingido por um rojão. “Eu acho que [o brasileiro] pode manifestar, deve manifestar. Faz parte do crescimento do país, faz parte do aprimoramento da nossa cidadania. Mas com a violência nós não podemos concordar”, declarou. 

Santiago morreu depois de ser atingido na cabeça por um rojão durante manifestação na Central do Brasil.

A defesa dos dois acusados de matar Santiago, Fábio Raposo e Caio Silva, entrou em dezembro com pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal. Eles aguardam presos pelo julgamento, que ainda não foi marcado e irão a júri popular por homicídio triplamente qualificado: motivo torpe, impossibilidade de defesa da vítima e uso de explosivo.

Impeachment

O protesto “anti-Dilma”, convocada para o dia 15 de março, reunirá os manifestantes na Avenida Paulista, centro de São Paulo. O evento foi marcado por meio das redes sociais e, segundo os organizadores, é motivado pela indignação com o escândalo da Petrobras. Será o segundo protesto contra o governo em menos de um mês. 

Quando se fala em impeachment, o brasileiro logo se lembra de quando Fernando Collor foi obrigado a deixar a presidência, em 1992. Mas o presidente do Iasp (Instituto dos Advogados de São Paulo), José Horácio Halfeld Rezende Ribeiro, destaca, no entanto, que há diferenças entre esse caso e a insatisfação com presidente petista. 

Para Ribeiro, não há como comparar as duas situações. “No caso Collor existiam provas cabais logo no início do processo. Contra a presidente Dilma não há nada, pelo menos até agora, que prove a ilegalidade”, observa. 

Segundo o especialista, a abertura de um processo de impeachment é bastante simples. Pela lei, do ano de 1950, qualquer cidadão pode solicitar. O encaminhamento é feito na Câmara de Vereadores.

No entanto, o pedido precisa estar bem embasado, com as provas das denúncias que foram feitas ou pelo menos uma explicação de como o denunciante conseguirá provar o que está dizendo.

“Não pode ser apenas uma insatisfação”, diz Ribeiro.

Para ter sequência, a denúncia ainda precisa ser acolhida por dois terços da Câmara dos Deputados. “Os trâmites são os mesmos de qualquer processo de impugnação, com prazos para as denúncias, mas também para a defesa se manifestar”, esclarece.

http://noticias.band.uol.com.br/brasil/noticia/100000740932/dilma-pede-paz-em-protestos-e-relembra-morte-de-cinegrafista-da-band.html

 

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