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É praticamente impossível combater ‘fake news’, diz especialista

As “fake news” e suas consequências desastrosastêm sido o principal tema de discussão política com vistas às eleições deste ano. A influência desse fenômeno em outras partes do mundo, especialmente nas eleições americanas em 2016, passaram a deixar partidos de diversas matizes em alerta, sobretudo pela imprevisibilidade de suas consequências. Mas o combate à difusão de falsas informações é praticamente impossível. A avaliação é do advogado Cristiano Vilela, membro da Comissão de Direito Eleitoral da OAB-SP e sócio do escritório Vilela, Silva Gomes & Miranda Advogados

Para combater as notícias falsas, o Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional, em sua primeira reunião, realizada na última segunda-feira (05/03), decidiu criar uma comissão para analisar oito projetos de lei que tramitam no Parlamento, que tratam do assunto. ”A despeito dos esforços em coibir tais práticas, entendo que se trata de missão impossível, vez que mais do que uma prática criminosa, trata-se de um mecanismo que se coaduna com as características da sociedade digital que temos hoje”, destaca Vilela. 

“As informações falsas ou verdadeiras, hoje em dia, são transnacionais e perfazem caminhos tortuosos até chegar a um sem número de receptores. Recentes estudos e reportagens a respeito mostram a construção sofisticada que se produz, quase sempre através de páginas hospedadas no exterior, que acabam por passar ao largo dos mecanismos oficiais de investigação.O fato é que ainda vivemos em um Estado estruturado sob a lógica institucional do século XX, lutando contra a disseminação de informações que se produzem e reproduzem em âmbito global, à luz de tecnologias avançadas e de uma sociedade cada vez mais conectado entre si”, avalia o advogado.

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